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Higiene oral de paciente internado diminui risco de infecção

Um assunto sobre o qual pouco se fala, mas que é muito sério para quem entende da relação entre saúde bucal e saúde sistêmica é a higiene oral do paciente acamado.

Micro-organismos presentes na placa bacteriana (biofilme que se forma entre os dentes e a gengiva quando a higiene oral não é feita corretamente) podem ser liberados para as secreções salivares e, a partir daí, serem aspiradas e se alojarem no trato respiratório inferior (pulmão), causando a pneumonia – doença que é a terceira maior causa de óbito em todo o mundo.

As pessoas com doença periodontal estão especialmente expostas a esse risco. Porém, no caso de pacientes acamados, as condições clínicas e ambientais exigem cuidados extras para prevenir o quadro.

Boca seca e falta de higienizção regular dos dentes e dos tecidos bucais do paciente, por exemplo, criam um ambiente propício para a proliferação de bactérias na cavidade bucal. Nesses casos, a placa bacteriana atua como reservatório para a colonização das bactérias respiratórias.

Muitos hospitais não possuem um programa de controle de infecção hospitalar, e estudos têm documentado que pacientes admitidos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) têm baixo controle de placa bacteriana e higienização pior do que os pacientes não hospitalizados, além de uma prevalência mais alta de patógenos respiratórios sobre os dentes e mucosa oral.

Para a prevenção da pneumonia hospitalar recomendam-se medidas de higiene bucal realizadas por enfermeiras, técnicos de higiene dental ou acompanhantes no hospital, realizando a escovação dental e, quando isso não é possível, a higienização da boca e das superfícies dentárias com gaze embebida com antisséptico bucal (digluconato de clorexidina a 0,12%).

A clorexidina demonstrou em pesquisas redução de até 85% do índice de placa bacteriana e de até 65% nos índices de infecção hospitalar, sendo que a redução nos índices de infecções respiratórias, especificamente, ficou na ordem dos 69%.

Vale ressaltar que mais de 5% de pacientes hospitalizados desenvolvem algum tipo de infecção, sendo que a pneumonia engloba de 10% a 20% dos casos.

CUIDADOS BUCAIS RECOMENDADOS PARA O PACIENTE INTERNADO

– Recomenda-se que os hospitais mantenham equipes de higienização oral em UTIs;

– Mesmo acamado, o paciente deve ter seus dentes escovados e limpos por fio dental;

– Quando a escovação não é possível, a higienização deve ser feita com gaze embebida com digluconato de clorexidina a 0,12 %;

– Bochechos diários com essa solução devem ser realizados quando o paciente tem condições para isso;

– Os familiares do paciente devem procurar saber como é realizada a sua higienização oral.


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